quinta-feira, 6 de outubro de 2016

NOS CORREDORES DE NOVA IORQUE




A confirmação virá hoje ao início da tarde, expectavelmente por aclamação. Enquanto os jornais do mundo se perguntam quem ele é e porque pôs todos de acordo nas Nações Unidas ou sublinham o trampolim que foi a sua louvável ação junto dos refugiados, os nossos fazem o pleno do consenso elogioso à agora ex-“picareta falante” e associam-se à glória de poderem ser também um pouco vencedores. Nada que já não tivéssemos presenciado em outros momentos do tipo, com mais ou menos molhos e requintes, porque a verdade é que somos assim mesmo (nós e a nossa imprensa) – em qualquer caso, temos agora a besta do diálogo e do pântano, longos anos negligenciada e até tratada com desprezo, a passar com distinção a um bestial que conseguiu pôr o mundo a seus pés e Portugal em festa mais ou menos futebolística. Falta-me o principal: enviar os parabéns a António Guterres!

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