segunda-feira, 1 de agosto de 2016

POR TERRAS DE DOM DINIS




(Tréguas blogueiras por alguns dias, pelo litoral centro, com irradiação a partir de Monte Real. Reflexões avulsas em torno do território.)

Alguns dias de tréguas deste blogue, deambulando pelo litoral centro, a partir de Monte Real, vila termal hoje sem termas desde 2014, com os recursos aquíferos violentados por uma cheia do Lis, pelos vistos devastadora. O ar modernizado do Palace contrasta com a decadência anunciada de hotéis e pensões de pequena dimensão, em agonia acelerada pelo encerramento das termas, onde o tempo parece ter parado nos nomes de rua do antigo regime que resistem à usura do tempo político.

Pela região em torno da Marinha Grande sentem-se os sinais da industrialização em declínio, das imponentes chaminés industriais de fábricas abandonadas no vazio da memória, das heranças diversas de Tomé Feiteira, dos resquícios ainda vivos da indústria do vidro. O Pinhal Litoral tarda em confirmar nos dados do produto a transição que pensávamos ir ser assegurada pela componente dos moldes. Pela profusão de zonas industriais que se descortina por todo o lado percebe-se que há dinâmica, que não estamos numa zona deprimida, mas o salto estrutural não está consolidado.

A outro nível, qualquer que seja a fé que se professe, o mural da nova Basília de Fátima que enquadra o altar, de inspiração bizantina e ortodoxa, tal como a arquitetura da Basílica, é de cortar a respiração.

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